Laura tinha horror do som; objetos que via caindo, balões
estourando, pessoas gritando, estrondos extremamente barulhentos, lâmpadas a
estourar. Mais nada, aborrecia tanto quanto um barulho de vidro a quebrar, e a
sensação que vinha logo após o ocorrido.
Ao estar arrumando a cozinha percebe que um vidro ira Cair, não
se contém é coloca repentinamente sua mão à frente; ao mesmo tempo em que a mão
é colocada o rosto e virado ao sentido contrário, e não encosta-se nela, nem se
quebra apenas um estrondo e ouvido. Apenas um nervosismo que a invade. Começa a
pensar:
- Como seria se o
vidro se quebrasse?
Contaria meu pulso; se acontece. Minha mãe entraria em
desespero, e chamaria meu pai?
Rapidamente se colocaria perto de mim, e repousaria minha
cabeça ao seu colo?
Imploraria que eu levantasse, daquele chão imundo, assim
paralisada pelo medo e desespero?
Laura ainda estava
paralisada e se afogando em seus pensamentos; em seu psiquismo. Ainda
continuava nervosa, com as possibilidades de acontecimentos que a sua mente lhe
dava. Quando acorda do choque que levara, percebe que a pia esta inundada e que
a torneira ainda esta ligada a jorrar água pelo chão. Sua mãe chega à porta da cozinha
perguntando-lhe o que acontecera ela diz a primeira coisa que lhe vem à mente “Nada,
somente um pequeno descuido” assim sua mãe sai sem dizer exatamente nada, recebendo
um olhar de descontentamento e sentindo cada hora mais desconforto com toda a
situação que prosseguia.
Nathalia Fidelis
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