‘’Quando a morte conta uma história, você deve parar para
ler. ’’
Quando me recordo
de Liesel essa é a primeira frase que me vem à cabeça, a segunda; A roubadora
de livros. Uma menina que foi salva, pelas palavras que descobria ao decorrer
de seus livros e pelo som do acordeão de seu pai; Hans Hubermann.
Sua história começa
quando se depara com seu irmão morto, a neve que caia interruptamente sobre o
trem, um coveiro ao deixar seu manual cair ao chão, enquanto enterrava o irmão,
Werner, ‘’O Manual do coveiro’’ sendo roubado por uma garotinha, que ainda não
conhecia as palavras que já estava a caminho, juntamente com o fervor do
frio.
Ao olhar pelas
janelas do carro da adoção, avistam a Rua Himmel, seus novos pais; sua nova família
e lar.
Seu primeiro roubo foi no gelo o segundo no
fogo... Toda a noite Liesel tinha pesadelos, com seu irmão. Pesadelos que
cessavam, a cada vez que seu pai a fazia sorrir, que encontrava com o Judeu
escondido em seu porão, quando se lembrava de Rudy seu melhor amigo, e parceiro
no ‘’crime’’.
O que fazia com que
Liesel ama-se tanto as palavras? Talvez seja pelo mesmo motivo, que a morte se
interessou pela sua história?!
Alguns anos depois
de A menina que roubava livros, esquece-se de seus pesadelos, medos, e
conformando-se com a ida de Max e a volta de seu pai, a felicidade que nunca
antes havia sido tanta no rosto de sua mãe Rosa, assim deixando que a
felicidade entre em sua vida. Mais o que
ela não sabia, e que seria a última vez que ela veria sua família e amigo, pois
cairia uma bomba na Rua Himmel a morte passaria sorrateira e levaria a todos
ela seria a única sobrevivente. Foi encontrada nos escombros com o som do acordeão,
vendo todos mortos.
Rudy que sempre lhe
pediu um beijo;a ela, o recebeu em seu último suspiro de vida.
Nathalia Fidelis